NOVO ENSAIO · 21 ABR

Notas de um facilitador
sistêmico.

Ensaios curtos sobre o encontro da razão e da percepção na decisão executiva. Bert Hellinger, Elliott Jaques e o que eles nunca disseram juntos.

Ordenar por recentes ↓

O que Hellinger nunca disse sobre empresa familiar — e era o que mais importava

A literatura sobre constelação organizacional repete Hellinger até sangrar. Mas há uma lacuna no que ele não escreveu — e é ali que a empresa familiar se emperra.

Sucessão não é evento. É decisão tomada anos antes do anúncio.

Quando o pai entrega o negócio para o filho, já tem três anos de coisas que deveriam ter sido conversadas e não foram. Trabalho geralmente nesse intervalo.

Por que o melhor diagnóstico organizacional é o silêncio do sócio

Quando o sócio para de falar e começa a olhar, o sistema responde. Esse é o momento em que o diagnóstico vira intervenção — sem nenhum framework no caminho.

Estratos de Jaques: quem decide o quê — e quem decide errado

O modelo de complexidade cognitiva resolve uma pergunta operacional simples: por que tem gente sentada em cadeira que não comporta o cérebro dela.

Quando dois drivers entram numa sala de conselho

Dois Drivers no mesmo board é receita pra trinco. Mas é também o sistema mais decisivo se um terceiro souber operar o eixo de tarefa-pessoa entre eles.

O preço de não diagnosticar antes de propor

A consultoria que pula o diagnóstico vende solução genérica. O cliente compra. Seis meses depois, ninguém entende por que não funcionou. O preço sempre aparece.

Um ensaio por semana
direto no email.

Texto longo, sem fluff. Sem promoção. Cancela quando quiser. Leitura média de 8 minutos.

1.248 assinantes open rate 62% 0 ads, sempre

Sem spam. Privacidade respeitada (LGPD).

← Escritos
MÉTODO CONSTELAÇÃO DECISÃO

O ponto onde a decisão já foi tomada — antes da reunião

Todo CEO que já constelou uma empresa sabe: no momento em que você olha o campo, a decisão se revela. A reunião vira só a formalização.

m
Marcos Duda
Facilitador sistêmico · escreve toda quinta
9 min 247 leitores 21 ABR 2026

Existe um intervalo estranho no trabalho com sócios em decisão travada. O intervalo entre "olhar o sistema" e "tomar a decisão". Na prática, ele não existe. Quando o executivo olha o próprio sistema, a decisão já chega pronta.

Passei anos tentando explicar isso para times que me contratavam esperando um workshop, um framework, uma matriz 2x2. Não é isso. É outro tipo de trabalho.

O método é só o caminho até o lugar. Depois que você chega, a decisão vem sozinha.

Por que isso acontece

A resposta está em três escolas que a literatura corporativa raramente integra:

Quando você alinha os três, o executivo não decide. Ele lê a decisão que já está lá.

O que muda na prática

Reuniões estratégicas que duravam três dias colapsam em quarenta minutos. Não porque o método é mais rápido — mas porque o tempo estava sendo gasto em convencimento racional de uma decisão que o campo já tinha revelado.


Se você é sócio ou CEO e tem uma decisão travada há mais de 60 dias, escreva pra mim: marcos@marcosduda.com.br